segunda-feira, 14 de outubro de 2019

A expectativa era que...



Veja, a seguir, duas construções gramaticais e eleja aquela que, na sua opinião, está corretamente elaborada, segundo a variante formal da Língua Portuguesa:
 
a) A expectativa era que o criminoso se entregasse às 21h.

b) A expectativa era de que o criminoso se entregasse às 21h.

Você acertou se escolheu a primeira alternativa, uma vez que não se justifica a presença da preposição “de” após o verbo de ligação SER, nesse tipo de construção gramatical.
Alguns manuais ainda registram a expressão "a expectativa era a de que".
Fuja!
É arcaica e fere a audição.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

A Coerência Textual em 7 Regras




1) Manter a ordem cronológica: não se deve relatar antes o que ocorre depois, a não ser que se pretenda criar um clima de suspense ou tensão (mas nunca esquecendo que, no final, a tensão deve ser resolvida).

2) Seguir uma ordem descritiva: isto é, seguir a ordem em que a cena, o objeto, o fato são observados –  dos detalhes mais próximos para os mais distantes, ou vice-versa; de dentro para fora; da direita para a esquerda etc.

3) Uma informação nova deve se ligar a outra, já enunciada: à medida que o texto avança, as novas ideias devem se relacionar às antigas, de maneira que todas permaneçam interligadas.

4) Evitar repetições: uma ideia já enunciada pode ser repetida - e, em alguns casos, é imprescindível que isso ocorra -, mas desde que acrescentemos uma informação nova ao raciocínio, um novo elemento, capaz de aclarar ainda mais o assunto de que estamos tratando. Ou seja, devemos evitar redundâncias: à medida que escrevemos, o texto se amplia graças à agregação de novas ideias, e não porque insistimos no que já foi tratado ou usamos um excesso de palavras.

5) Não se contradizer: uma tese exposta e defendida no início não pode ser atacada no final do texto. Se o objetivo do autor é discutir sobre diferentes argumentações em torno de um mesmo tema, deve deixar claro quem defende qual ideia. Nesses casos, todo cuidado é pouco: a contradição não deve ser assumida pelo autor, mas, sim, surgir da diversidade de opiniões.

6) Não escamotear a realidade: um dado concreto, real, só pode ser contestado com base em investigações científicas. Um fato de conhecimento público pode ter novas versões, mas com base em depoimentos fidedignos. Encobrir a realidade com rodeios ou subterfúgios, apenas para dar maior veracidade a uma ideia, acaba sempre comprometendo a qualidade do texto - e, às vezes, abalando a reputação do autor.

7) Evitar generalizações: afirmar, de forma infundada ou não, que algo é verdadeiro em grande parte das situações, ou para a maioria das pessoas, demonstra
falta de argumentos ou preconceito do autor.


Fonte: Comunicação em prosa moderna, Othon M. Garcia,
14ª edição, Editora da Fundação Getúlio Vargas.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Apesar dele ou Apesar de ele




As preposições pedem a companhia de pronomes oblíquos tônicos (mim, ti, si etc), porém não podemos esquecer que, nas orações, o termo que funciona como sujeito nunca pode ser preposicionado e esta regra vale mais que a anterior. Assim, teremos as seguintes construções:

Ex. Apesar dele, a amizade continuou. (O pronome ele fica contraído com a preposição)

      Apesar de ele ter agido mal, a amizade continuou. (O pronome ele funciona como sujeito do verbo ter, por isso não pode ser contraído com a preposição)

Isso explica a necessidade de separar a preposição em algumas construções como:

Ex. Está na hora de a população votar conscientemente.
      Não havia necessidade de eles trabalharem até tão tarde.

Resta lembrar que para construir corretamente frases como essas é preciso também dominar os casos de regência verbal e nominal, para saber qual a preposição adequada em cada situação.
                                                                                                                
                                                                                                            https://www.infoenem.com.br
Acesso em: 15 de março de 2016, à 17h36.

domingo, 1 de setembro de 2019

Círculo Vicioso ou Ciclo Vicioso


É uma sequência de acontecimentos ruins que desencadeiam outros e que não têm solução. A forma correta de escrita da expressão é círculo vicioso, embora a expressão ciclo vicioso seja muito utilizada pelos falantes.

Veja:.

1) Quando o time perde, a torcida culpa o técnico que culpa a diretoria que culpa os jogadores e não se sai deste círculo vicioso.

2) Romper o círculo vicioso entre economia e política está além da capacidade e dos objetivos de todo governo.

3) Você já teve a sensação de estar vivendo em um círculo vicioso? É a repetição de hábitos ou atitudes negativas que nos prejudicam tanto profissional como pessoalmente.

Então, nada de ciclo vicioso, nem na fala, nem na escrita.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Origem dos nomes dos países da América do Sul



Argentina

A Argentina impressionou seus descobridores pela grande quantidade de riquezas minerais encontradas em seu solo, principalmente prata. Daí vem seu nome, inspirado em argentum: prata, em latim.
Bolívia

O general e estadista Simon Bolívar (1783-1830) tornou-se um dos principais heróis sul-americanos ao lutar pela independência de vários países da região, inclusive da própria Bolívia, batizada em homenagem a seu libertador.

Brasil

Essa aqui é moleza, hein? Produto de grande importância comercial no século XVI, a árvore de pau-brasil batizou nosso país, onde os colonizadores portugueses encontraram florestas fartas dessa madeira. “Brasil” quer dizer algo como “em brasa”, referência à forte coloração avermelhada do tronco, utilizado para fazer corante.

Chile

Antes mesmo da colonização, o Chile já era chamado assim pelos índios aimarás, que habitavam o norte do país. Na língua deles, a palavra chilli quer dizer “onde acaba a terra”, referência à posição geográfica do território: o extremo oeste do continente.

Colômbia

Colômbia significa algo como “Terra de Colombo”, numa homenagem óbvia ao navegador italiano Cristóvão Colombo (1451-1506), que, como todo mundo sabe, descobriu o continente americano em 1492.

Equador

O Equador foi batizado com o mesmo nome da linha imaginária que atravessa seu território e corta o nosso planeta ao meio. A palavra deriva do latim aequus, ou “igual”, numa referência à divisão da Terra em duas partes iguais, os hemisférios Norte e Sul.

Paraguai

Quando o Paraguai foi descoberto pelos espanhóis, a região era habitada por índios chamados payaguaes. Excelentes nadadores e hábeis navegadores, eles viviam às margens do rio que dava nome à tribo. O termo pode ser traduzido como “rabo de mar”, “rio ornado” ou “rio que dá origem ao mar” – mas também identifica um tipo de papagaio.

Peru

A origem do nome Peru é controversa, com duas interpretações conflitantes. A primeira afirma que se trata de derivação do nome Birú, um importante chefe inca. Para a segunda, a mesma palavra significa também “terra de riqueza e esperança”.

Uruguai

O Uruguai acabou ganhando o mesmo nome que os índios tupis e guaranis haviam dado ao grande rio que atravessa seu território. No idioma deles, a palavra significa “rio dos caracóis”.

Venezuela

A Venezuela deve seu nome a Américo Vespúcio (1454-1512), explorador italiano naturalizado espanhol. Ao visitar a região, ele encontrou indígenas que construíam suas casas em palafitas sobre as águas do lago Maracaibo, no noroeste do país. Isso o fez chamar o lugar de “Pequena Veneza”: Venezuela.

Acesso em: 10 de julho de 2019, às 15h46.