sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Análise Redação Nota 1.000 / ENEM 2024

 
https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/


INTRODUÇÃO


(sem título) 


             O álbum musical "Duas Cidades", da banda brasileira Baiana System, aborda, em algumas de suas canções, o apagamento da influência histórica africana no Brasil. Inegavelmente, em dias atuais, é possível constatar uma relação direta entre a composição artística citada e a desvalorização da herança africana no país. (TEMA & TESE) Isso é explicado devido à falta de política pública de ensino e à ausência de lei específica. (ARGUMENTOS) Logo, é essencial analisar e intervir sobre essa problemática.


 DESENVOLVIMENTO

 

            A princípio, deve-se observar que o pouco fomento governamental em ações de gestão educacional é um problema a ser combatido. (ARG. 1) (INTRODUÇÃO) Sob a perspectiva de Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos, é urgente a necessidade de iniciativas para a inclusão da história e da cultura afro-brasileira nas escolas. Para entender melhor tal posicionamento, é importante compreender que o atual ensino sobre os povos africanos é apenas relatado em aulas específicas de algumas disciplinas, como história e literatura, sem se aprofundar na grande influência cultural que a África possui no Brasil. Dessa forma, de acordo com Chico César, cantor e compositor de músicas afro-brasileiras, as crianças e os adolescentes necessitam ter uma formação ampla sobre a temática, com aulas multidisciplinares, por exemplo, de música e de capoeira, bem como as tradicionais aulas já existentes, porém integradas à herança africana presente na sociedade. (DESENVOLVIMENTO EM DOIS PERÍODOS) Nesse sentido, é substancial modificar esse contexto e desenvolver uma forte política pública de ensino. (CONCLUSÃO)

 

            Ademais, é imperativo pontuar que atitude insuficiente do Poder Legislativo Federal em atuar no tema é um problema a ser combatido. (ARG. 2) (INTRODUÇÃO) Sob a ótica de Duda Salabert, deputada federal e professora de literatura, é imprescindível a alteração da lei que orienta a educação básica brasileira. Isso pode ser explicado pelo entendimento de que apenas com empenho legislativo é possível transformar o mecanismo legal que define as matrizes de referência do ensino nacional. Dessa maneira, com a união de parlamentares para o reconhecimento da importância da herança africana na formação educacional, poderá ocorrer a consolidação de políticas públicas, como o investimento da capacitação de professores e de profissionais especializados em cultura afro-brasileira. (DESENVOLVIMENTO) Assim, o crescimento do fomento estatal no setor, garantido por aparato legal, contribuirá para a efetivação de uma forte identidade nacional. (CONCLUSÃO) 


CONCLUSÃO

 

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

            Portando, com o intuito de solucionar esses desafios, (PARA QUE) o Poder Executivo Federal, (QUEM) por meio do aumento de ações governamentais, (MODO) deve estimular iniciativas educacionais relacionadas à herança africana, (QUE) a fim de valorizar a temática. Além disso, o Poder Legislativo Federal, (QUEM) por intermédio da criação de um projeto de lei, (MODO) necessita elaborar uma nova política nacional de ensino, com a obrigatoriedade de investimento público na área, com a definição de medidas de gestão pública capazes de instituir aulas multidisciplinares, (QUE) como de música e de cultura afro-brasileira nas escolas, (DETALHAMENTO) com o objetivo de reconhecer a importância do tema na formação da sociedade. (PARA QUE) Feito isso, o apagamento da influência africana abordado na obra da banda Baiana System será, enfim, combatido.

https://g1.globo.com/

Paulo Jorge de Jesus

Professor Especialista em Língua Portuguesa

domingo, 13 de setembro de 2026

Crase antes de aquele, aquela & aquilo

 

O uso de crase antes de aquele, aquela e aquilo ocorre quando o termo anterior (um verbo, nome ou locução) exige a preposição "a" e se junta ao "a" inicial do pronome.


 


A regra básica: Se a frase pede a preposição "a" e logo depois vem aquele, aquela ou aquilo, há a fusão e o resultado ganha acento grave (àquele, àquela, àquilo). 

Exemplo com verbo: Quem se refere, refere-se a alguém ou a alguma coisa. Logo: Assistir ao filme / Refiro-me àquela pessoa (refiro-me a + aquela). 

          


Para saber se deve usar a crase, troque o pronome demonstrativo por este, esta ou isto: 

Se a frase exigir a este, a esta ou a isto, você deve usar a crase.

Se a frase exigir apenas este, esta ou isto, não há crase. 

Exemplo:

Vou a + aquele lugar → Vou àquele lugar (Pois quem vai, vai a algum lugar; trocando por este: Vou a este lugar). 

https://www.google.com/ 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Análise Redação Nota 1.000 / ENEM 2023

 
https://www.vgnoticias.com.br/


INTRODUÇÃO 

(sem título)  

             O trabalho de cuidado se mostra necessário na medida em que é o responsável pelo zelo de crianças, idosos, pessoas com deficiências e afazeres domésticos. Entretanto, nota-se na comunidade brasileira, a invisibilidade desse serviço e seu protagonismo majoritariamente feminino. (TEMA) Isso ocorre por duas causas principais: o baixo prestígio social estigmatizado a essas tarefas e as convenções de gênero estabelecidas pela sociedade brasileira. (TESE) 

DESENVOLVIMENTO 

              A princípio, o prestígio social de um trabalho é um fator importante para a determinação de seu reconhecimento e remuneração. (ARG. 1) (INTRODUÇÃO) Nesse raciocínio, atividades de cuidado são estigmatizadas dentro do corpo social como inferiores e discriminalizador pelo seu baixo nível de escolaridade. Isso acontece, pois com a predominância do capitalismo no ocidente e a Revolução Tecnológica introduzida a partir da 3ª Revolução Industrial no mundo contemporâneo, houve a crescente valorização de serviços de alto grau de especialização e nível acadêmico. (DESENVOLVIMENTO EM DOIS PERÍODOS) Dessa forma, atividades de baixo ou nenhum valor tecnológico, como o trabalho do cuidado ou tarefas domésticas, foram socialmente marginalizadas em escala global. (CONCLUSÃO) 

              Além disso, percebe-se a predominância de mulheres na realização de serviços de assistência. Essa é uma realidade que demonstra que as transformações sociais ocorridas no Brasil não foram suficientes para desconstruir convenções de gênero e seus papéis sociais, pois atividades relacionadas ao cuidado e de cunho doméstico são predominantemente associadas a mulheres. (ARG. 2) (INTRODUÇÃO) Como exemplificação, “A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector, retrata esse cenário pela personagem Macabéa, nordestina que trabalha como empregada doméstica no Rio de Janeiro. (DESENVOLVIMENTO) Descrita ao longo da narrativa como pequena e invisível, ausente de acontecimentos ou importância em sua própria história, Clarice representa, dessa maneira, a invisibilidade e o preconceito da sociedade brasileira pelas mulheres que realizam o trabalho de cuidado e seus desafios. (CONCLUSÃO) 

CONCLUSÃO 

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO 

              Portanto, é necessária a aplicação de medidas para o enfrentamento da desvalorização do trabalho de cuidado no Brasil. Para isso, o Governo Executivo Federal (QUEM) deverá realizar ações de combate à desigualdade social sofrida por essa atividade, (O QUE) por meio de políticas de valorização do serviço de assistência, (MODO) como a validação legal dessa prestação como trabalho remunerado e a obrigatoriedade do pagamento do salário mínimo. (DETALHAMENTO) Assim, o Brasil se tornará um país que enxerga e prioriza todos os tipos de serviço. (RETOMADA À ABERTURA DO TEXTO & PARA QUE) 

Catharina Gonçalves Alexandre Simões Ferreira

https://guiadoestudante.abril.com.br/

 

OBS.: Os Elementos Coesivos estão marcados em vermelho. 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Onde & Aonde

 
https://escolakids.uol.com.br/

Onde: Use onde com verbos que indicam permanência, estado ou ausência de movimento, ou seja, para lugar fixo. Significa "em qual lugar?" ou "em que". 

Regra prática: Se o verbo aceita a pergunta "em algum lugar?", use onde. 

Exemplos: 

Onde você mora? (Quem mora, mora em algum lugar).

Não sei onde fica a farmácia.

Este é o livro onde anotei minhas ideias.

 

Aonde: Use aonde (que é a união da preposição a + o advérbio onde) com verbos que indicam deslocamento ou movimento. Significa "a que lugar?" ou "para onde?". 

Regra prática: Se o verbo exige a preposição a (quem vai, vai a algum lugar) ou se você consegue trocar a palavra por "para onde", use aonde. 

Exemplos: 

Aonde você vai? (Quem vai, vai a algum lugar / para onde você vai).

Eles chegaram aonde queriam (Quem chega, chega a algum lugar).

Não sei aonde estamos indo.


Obs.: O correto, então, é "Aonde devo jogar a pedra?

https://www.google.com/

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Filha & Mãe

                                                              Mafalda: Todas as tiras, por Quino

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Análise Redação Nota 1.000 / ENEM 2022

 
 https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/

INTRODUÇÃO 

(sem título)  

              Historicamente, a partir da implementação das missões jesuíticas no Brasil colonial, os povos nativos tiveram suas tradições suprimidas e o seu conhecimento acerca das peculiaridades territoriais menosprezado. (ABERTURA DO TEXTO & TEMA) Na contemporaneidade, a importância dessas populações configura um fator indispensável à compreensão da diversidade étnica do nosso país. Contudo, ainda persistem desafios à valorização dessas comunidades, o que interfere na preservação de seus saberes. Logo, urgem medidas estatais que promovam melhorias nesse cenário. (TESE) 

 DESENVOLVIMENTO 

              Sob esse viés, é válido destacar a fundamentabilidade dos povos tradicionais como detentores de pluralidade histórica e cultural, que proporciona a disseminação de uma vasta sabedoria na sociedade. (ARG. 1) (INTRODUÇÃO) Nesse sentido, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) afirma as heranças tradicionais desses grupos como constituintes do patrimônio imaterial brasileiro. Dessa forma, sabe-se que a contribuição desses indivíduos para a formação intelectual do corpo social engloba práticas de sustentabilidade, agricultura familiar e, inclusive, confere a eles uma participação efetiva na economia do país. (DESENVOLVIMENTO EM DOIS PERÍODOS) Assim, evidencia-se a extrema relevância dessas comunidades para a manutenção de conhecimentos diferenciados, bem como para a evolução da coletividade. (CONCLUSÃO)

              Entretanto, a falta de representantes políticos eleitos para essa classe ocasiona a desvalorização das suas necessidades sociais, que não são atendidas pelos demais legisladores. (ARG. 2) (INTRODUÇÃO) Nesse contexto, a Constituição Federal assegura direitos inalienáveis a todos os cidadãos brasileiros, abordando o dever de inclusão de povos tradicionais nas decisões públicas. Desse modo, compreende-se que a existência de obstáculos para o reconhecimento da importância de populações nativas se relaciona à ineficácia na incorporação de representantes que sejam, de fato, interessados na perpetuação de saberes e técnicas ancestrais propagados para esses grupos. (DESENVOLVIMENTO EM DOIS PERÍODOS) Sendo assim, comprova-se a ocorrência de um grave problema no âmbito coletivo, o qual impede a garantia plena dos direitos básicos dessas pessoas. (CONCLUSÃO) 

CONCLUSÃO 

              Diante do exposto, denota-se a urgência de propostas governamentais que alterem esse quadro. Portanto, cabe ao Estado (QUEM) – cuja função principal é a proteção dos direitos de seus cidadãos – (DETALHAMENTO) a implantação de mudanças no sistema eleitoral, (QUE) por meio da criação de cotas rígidas para a eleição de políticos oriundos de localidades nativas. (COMO) Tal reestruturação terá como finalidade a valorização de povos tradicionais, reconhecendo a sua fundamentalidade na composição histórica e cultural da sociedade brasileira. (RETOMADA À ABERTURA DO TEXTO & PARA QUE) 

                                                                                               Maria Fernanda Simionato, de 21 anos. https://g1.globo.com/

OBS.: Os Elementos Coesivos estão marcados em vermelho.

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa