domingo, 8 de setembro de 2024

Vícios de Linguagem

https://www.preparaenem.com/

VÍCIOS DE LINGUAGEM

É o nome que se dá ao modo de falar ou escrever que não estão de acordo com as normas de uma língua. O "erro" torna-se "vício" quando se torna comum ou freqüente na expressão de uma ou mais pessoas.

Barbarismo

Todo erro que se relaciona à forma da palavra.

cacoépia: seje, em vez de seja.

cacografia: rúbrica, em vez de rubrica.

estrangeirismo: exame antidoping.

Arcaísmo

Emprego de palavras que caíram desuso.

Mui fremosa senhorita.

Ambigüidade

A mensagem apresenta mais de um sentido devido à má disposição das palavras na frase.

O garoto viu o roubo do carro. (O garoto estava no carro e viu o roubo ou viu o carro ser roubado?)

Cacófato

Palavra inconveniente, ridícula ou obscena resultante da união das sílabas de palavras vizinhas.

A boca dela era horrível.

Solecismo

Erro de sintaxe.

Concordância: Fazem muitos anos. (Nesse caso fazer é impessoal.)

Regência: Esse é a música que ele mais gosta. (Essa é a música de que ele mais gosta.)

Colocação: Me faça um favor... (Faça-me um favor...)

Pleonasmo

Repetição de palavras inúteis, pois nada acrescentam ao que já foi dito.

Subiu para cima. Entrou para dentro.

Eco

É a rima em prosa, sem intenção estilística.

Infelizmente, essa ideia me veio à mente somente de repente.

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

terça-feira, 3 de setembro de 2024

Vozes da Sabedoria

 

https://prezi.com

Segundo o Dicionário Houaiss on-line, “Provérbio – ou adágio, ou dito popular – é uma frase curta, geralmente de origem popular, rítmica e / ou rimada, rica em imagens, que sintetiza um conceito a respeito da realidade ou uma regra social ou moral.” 

Encontrados em abundância em nossa cultura, os provérbios representam para muitos de nós um repertório amplo, rico e pedagógico que contribui contribuiu para a nossa formação pessoal, familiar e social. 

Vivíssimos em minha lembrança afetiva, os ditados populares chamavam-me à atenção, porque era impressionante a recorrência de seu uso, principalmente pelas mulheres de nossa comunidade, a extinta Buracão, situada no bairro da Federação, próximo ao Rio Vermelho, que sumiu do mapa para dar lugar a um alto e triste viaduto que liga – ou separa?! – o bairro do Rio Vermelho à av. Vasco da Gama, aqui, em Salvador. 

Lembro-me, certa vez, de que uma das minhas irmãs começou a se interessar por um garoto que não lhe retribuía as atenções. Ao perceber a situação, minha mãe dizia: “Cuidado minha filha. Quem muito se abaixa o melhor aparece.” Ou então: "Boa romaria faz, quem em sua casa está em paz.", para momentos em que ficávamos em casa dos vizinhos. 

Millôr Fernandes, desenhista, humorista, tradutor, escritor e dramaturgo brasileiro, reescreveu alguns provérbios bastante conhecidos em nossa oralidade utilizando a Variante Formal do Português Brasileiro, o que resultou em um humor estranho e refinado. 

Veja:

Ex. 1: “Quando o sol está abaixo do horizonte, a totalidade dos animais domésticos da família dos felídeos é de cor mescla entre preto e branco.

R. À noite, todos os gatos são pardos. 

Ex. 2: “A criatura canonizada que vive em nosso próprio lar não é capaz de produzir efeito extraordinário que vá contra as leis fundamentais da natureza.

R. Santo de casa não faz milagre. 

Agora é com você. Tente descobrir quais provérbios Millôr transcreveu para a variante formal da Língua Portuguesa. As respostas você encontrará no final desta página. 

Não vale a pesca, hein?! 

a- “De unidade de cereal em unidade de cereal, a ave de crista carnuda, asas curtas e largas, da família das galináceas, abarrota a bolsa que existe nessa espécie por uma dilatação do esôfago e na qual os alimentos permanecem algum tempo antes de passarem à moela. 

b- “Substância inodora e incolor que já se foi não é mais capaz  de comunicar movimento ou ação ao engenho especial de triturar cereais. 

c- “Aquele que se deixa prender sentimentalmente por pessoa destituída de dotes físicos de encanto ou graça, acha-a extraordinariamente dotada desses mesmos encantos que os outros lhe não veem.” 

d- “O traje característico que usa e não identifica fundamentalmente a pessoa que por fanatismo, misticismo ou cálculo se isola da sociedade, levando vida austera e desligada das coisas mundanas. 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

 

a- De grão em grão, a galinha enche o papo.

b- Águas passadas não movem moinhos.

c- Quem ama o feio bonito lhe parece.

d- O hábito não faz o monge.

terça-feira, 27 de agosto de 2024

A Grafia das Horas

 

https://essential.com.br/

Quais enunciados, abaixo, em sua opinião, estariam corretos?

Ex. I 

A diretoria e os funcionários se reuniram às 10hs30 e às 12hs30.

Creio que às 17hrs eles já estarão em Salvador.

O programa acontece de 7H às 9H. 

Ex. II

A diretoria e os funcionários se reuniram às 10h30 e às 12h30.

Creio que às 17h eles já estarão em Salvador.

O programa acontece das 7h às 9h.

Você acertou se optou pelas frases constantes no segundo exemplo, pois o uso do artigo definido antes de horário é obrigatório, seja em hora cheia – sem minutos e segundos, seja em hora quebrada – com minutos e segundos, mas atente, também, às grafias de hora / horas, minuto / minutos e segundo / segundos.

Veja: 

Hora / Horas – h (Nunca use “hs” ou “hrs”.)

Minuto / Minutos – min (“m” é a abreviatura de metro.)

Segundo / Segundos – s (Nunca use “seg”.)

 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

segunda-feira, 19 de agosto de 2024

Tributo às Proparoxítonas

 
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As proparoxítonas são o ápice da cadeia alimentar do léxico.

Estão para as outras palavras assim como os mamíferos para os artrópodes.

As palavras mais pernósticas são sempre proparoxítonas. Das mais lânguidas às mais lúgubres. Das anônimas às célebres.

Se o idioma fosse um espetáculo, permaneceriam longe do público, fingindo que fogem dos fotógrafos e se achando o máximo.

Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto - e, despóticas, ainda exigem acento na sílaba tônica!

Sob qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito.

É inequívoca a diferença entre o arruaceiro e o vândalo.

O inclinado e o íngreme.

O irregular e o áspero.

O grosso e o ríspido.

O brejo e o pântano.

O quieto e o tímido.

Uma coisa é estar na ponta – outra, no vértice.

Uma coisa é estar no topo – outra, no ápice.

Uma coisa é ser fedido – outra é ser fétido.

É fácil ser valente, mas é árduo ser intrépido.

Ser artesão não é nada, perto de ser artífice.

Legal ser eleito Papa, mas bom mesmo é ser Pontífice.

(Este último parágrafo contém algo raríssimo: proparoxítonas que rimam. Porque elas se acham únicas, exóticas, esdrúxulas. As figuras mais antipáticas da gramática.)

Quer causar um impacto insólito? Elogie com proparoxítonas.

É como se o elogio tivesse mais mérito, tocasse no mais íntimo.

O sujeito pode ser bom, competente, talentoso, inventivo – mas não há nada como ser considerado ótimo, magnífico, esplêndido.

Da mesma forma, errar é humano. Épico mesmo é cometer um equívoco.

Escapar sem maiores traumas é escapar ileso – tem que ter classe pra escapar incólume.

O que você não conhece é só desconhecido. O que você não tem a mínima ideia do que seja – aí já é uma incógnita.

Ao centro qualquer um chega – poucos chegam ao âmago.

O desejo de ser uma proparoxítona é tão atávico que mesmo os vocábulos mais básicos têm o privilégio (efêmero) de pertencer a essa família – e são chamados de oxítonos e paroxítonos. Não é o cúmulo?

 

Eduardo Affonso é escritor e arquiteto.

 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Cadê o Objeto Direto?

 
https://brasilescola.uol.com.br/

Leia, atentamente, as seguintes construções orais e escritas veiculadas em tevês e sites. Em especial, atente aos verbos constantes nelas.

Veja: 

1) “Brasil classificou para segunda etapa da canoagem com Isaquias Queiroz e Jacky Godman., em 5 de Agosto de 2024, por um locutor do SporTV, durante transmissão das Olimpíadas de Paris. 

2) “Entenda os motivos que fizeram Lauro de Freitas separar de Salvador.”, em 1 de agosto de 2024, no site https://www.atarde.com.br.        

3) “Meu pai não vai aposentar", declara Patrícia Abravanel sobre Sílvio Santos, em 17 de janeiro de 2022, no http://www.ibahia.com.    

Antes de analisarmos o mesmo problema existente em todas elas, lembremos da Transitividade Verbal que classifica os verbos em de Ligação, Intransitivo, Transitivo Direto, Transitivo Indireto e Transitivo Direto e Indireto. 

https://portuguesdadepressao.blogspot.com/

Nos  exemplos  citados,  todas  as  orações  contêm  os  sujeitos  dos  verbos  classificar, separar  e aposentar corretamente   registrados   nos   enunciados,    ou    seja,    Brasil,   Lauro   de    Freitas   e     Meu   pai, respectivamente. 

Acontece que esses verbos são Transitivos Diretos e precisam ter registrados nas orações seus respectivos Objetos Diretos caso que não ocorre nos enunciados. Creditemos à falha, provavelmente, ao fato de os objetos diretos serem os mesmos dos sujeitos das frases. E como não podemos repetir o sujeito (algo inimaginável como O Brasil classificou o Brasil.), o pronome oblíquo átono “se” – correspondente à terceira pessoa – deveria constar em cada um dos enunciados agindo como objeto direto. 

Veja: 

1) “Brasil se classificou para segunda etapa da canoagem com Isaquias Queiroz e Jacky Godman.”

2) “Entenda os motivos que fizeram Lauro de Freitas se separar de Salvador.”

3) “Meu pai não vai se aposentar." 

O uso adequado da Variante Formal do Português Brasileiro em nossas movimentações sociais é essencial não só em realizações de concursos, seleções e contextos formais mas também representa uma demonstração de apreço à língua através da qual nos apresentamos ao mundo. 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

segunda-feira, 5 de agosto de 2024

Adjunto Adnominal x Complemento Nominal

 

https://www.youtube.com/

É fundamental contar com o auxílio da Semântica – que lida com o significado das palavras – para entender melhor a função de determinados termos da oração, principalmente quando a diferença entre eles se mostra tênue. 

Em sua origem, a palavra “adjunto”, do Latim Adjunctus, é formada por ad, “a”, mais junctus, “unido, junto, ligado”, de jungere, “colocar lado a lado, jungir, unir”. Já “adnominal” vem, também, do Latim ad, “a, para, junto”, mais nominalis, “relativo ao nome”, de nomen, “nome”. Ou seja, Adjunto Adnominal é um termo colocado ao lado de um substantivo e, por ser um Termo Acessório da Oração, em tese, pode ser retirado, sem comprometer o sentido do enunciado. Nesse caso, e segundo a Gramática Normativa, são nomes o substantivo, o adjetivo e o advérbio. 

Já “complemento” vem de complementum, de com-, “junto”, mais plere e que tinha praticamente o mesmo significado de “encher, completar um número”. Concluímos, então, que Complemento Nominal é o Termo Integrante da Oração que completa o sentido de um nome, ou seja, de substantivo, adjetivo e advérbio. E se completa não pode ser retirado da oração, pois impediria o sentido do enunciado. 

Veja: 

Ex. Os dois excelentes espetáculos de teatro chegaram a essa cidade ontem.
O poeta inovador enviou três longos trabalhos ao seu amigo de infância.
 

Observe que as palavras e as expressões em negrito, apenas, adicionam uma informação acessória aos substantivos aos quais se referem e podem ser retiradas da oração, sem causar prejuízo ao entendimento do enunciado. 

Os adjuntos adnominais podem ser iniciados com ou sem preposição. 

Observe, agora: 

Ex. Soldados sentem a sensação do perigo.

Mostrava-se desgostoso com toda aquela situação.

Agiu contrariamente ao irmão. 

Nesses casos, as palavras “sensação” (substantivo), “desgostoso” (adjetivo) e “contrariamente” (advérbio) necessitam de um complemento. Experimente retirar das frases as expressões em negrito. Percebeu?! Os enunciados não farão sentido. 

E não esqueça: Os complementos nominais são sempre iniciados por preposição. 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa


segunda-feira, 29 de julho de 2024

Aposto x Vocativo


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A Sintaxe é a parte da Gramática Normativa da Língua Portuguesa que trata da relação entre os termos da oração. Já a Morfologia lida com termos e expressões da frase, mas isoladamente. Não verdade, não é tão solitária essa relação, mas deixemos esse assunto para outra oportunidade. 

Voltando à Sintaxe, esta se desmembra nos seguintes termos: 

Essenciais: São os responsáveis pela estrutura básica da oração. Desempenham essa função o sujeito, o predicado e o predicativo do sujeito. Na realidade, essencial mesmo o predicado, haja vista existirem orações sem sujeito e sem predicativo do sujeito. 

Integrantes: Possuem a função de complementar o sentido de determinados nomes e verbos. O objeto direto, o objeto indireto, o complemento nominal e a agente da passiva são os agentes complementares.

 Acessórios: Modificam ou especificam outros termos da oração, não sendo fundamentais para a estrutura sintática das orações. O adjunto adnominal, o adjunto adverbial e o aposto assumem essa função. No entanto, alguns adjuntos adverbiais de lugar são imprescindíveis em certas construções frasais.                                        

Dentre esses termos, alguns causam dificuldade de reconhecimento e uso por parte do usuário da língua. É o caso do Aposto e do Vocativo. Observe, atentamente, porque eles são bastante diferentes. 

Leia este poema de Adélia Prado:

 Dois Vocativos

"A maravilha dá de três cores:
branca, lilás e amarela,
seu ouro nome é bonina.
Eu sou de três jeitos:
alegre, triste e mofina,
Ó ministério profundo!
                  O amor!"
                

Aposto: é o termo que, acrescentado a outro termo da oração, tem a função de ampliar, resumir, explicar ou desenvolver o conteúdo do termo ao qual se refere; no caso do poema, a função exercida por " branca, lilás e amarela " e “alegre, triste e mofina”.

Veja os tipos: 

Ex. Salvador, primeira capital do país, já possui mais de 460 anos. (Explicativo)

Aprecio todos os tipos de música: rock, MPB, samba etc. (Enumerativo)

Crianças, jovens, velhos ninguém gostou do espetáculo. (Resumitivo)

O rio Amazonas é o maior do Brasil. (Especificativo) 

Este último é o único que não aparece acompanhado de vírgulas. 

Observe, agora, a seguinte tirinha: 

https://www.facebook.com/maragabrilli/

Vocativo: possui a função de interpelar diretamente o interlocutor, sendo real ou imaginário, que é o caso da palavra "filho", presente no segundo quadro da tirinha. Aliás, o Vocativo é considerado um termo à parte da Sintaxe. 

Veja mais alguns exemplos: 

Ex. Oh, Deus! Onde estás que não respondes!

A vida, meu rapaz, tem dessas coisas.

A vida é feita de escolhas, minha amada. 

Obs.: Percebeu, também, que ele pode aparecer em qualquer parte da oração?!

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

domingo, 21 de julho de 2024

A longo prazo ou Em longo prazo?

 
  https://redacaojuridica.com.br/ 

Independente da duração do prazo – curto, médio, longo – recomendam vários gramáticos que se utilize “em”. Por quê? Pela impossibilidade do emprego da preposição “a” a respostas de perguntas como “Em que prazo a reforma terminará?”, “em que prazo será entregue o carro?”. Respostas: “em dez dias”, “em um mês”.

Da mesma forma, pergunta-se “em quanto tempo sua casa ficará pronta” e não “a quanto tempo sua casa ficará pronta?”. A preposição, portanto, é a mesma usada em “em quanto tempo?”, “em que período?”.

https://www.hojetrabalhoemcasa.com.br/

Não há motivos, porém, sendo a Língua Portuguesa mutável e constantemente modificada pelo seu uso, para não se registrar a forma corrente “a longo prazo”, tão usada atualmente, por indivíduos de todos os níveis de escolaridade. Não se trata, portanto, de um uso isolado: atualmente, vê-se mais o uso da expressão “a longo prazo” que “em longo prazo”. E a Língua precisa ser um lugar de aceitação do diverso. O Houaiss, seguindo esse pensamento, registra e aceita essas duas ocorrências.

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa


sábado, 13 de julho de 2024

As Variações Linguísticas

 

https://app.planejativo.com/ 

Toda língua constitui um sistema linguístico de comunicação construído por uma comunidade humana. E esse sistema, ao ser colocado em prática por seus usuários, varia de acordo com o ambiente, a região, a época, classe social dentre outros aspectos. 

A seguir, apresentamos diversas e diferentes formas de o usuário utilizar a língua, no que se refere as suas Modalidades, Registros, Tipos e Níveis. 

Veja: 

Modalidade: Diz respeito às variadas formas de a língua se apresentar. 

Geral: É a língua oficial de um país.

Popular: Refere-se à fala espontânea das pessoas.

Culta: Variante linguística que segue a gramática normativa da língua.

Literária: Lida com a arte da palavra.

Falada: O modo de usar a palavra oralmente.

Escrita: Forma de utilizar a língua que, às vezes, requer certo rigor. 


Registros: É a utilização seletiva de uma linguagem para adaptação 

a um auditório ou a uma finalidade.

Linguagem Falada:  Ex. oratório, formal, coloquial ou familiar.

Linguagem Escrita:  Ex. formal, literário, informal ou pessoal.

 

Tipos: São as classes das variantes linguísticas. 

https://www.normaculta.com.br/ 

Geográficas: São as variações regionais. Constituem os falares e os dialetos.

Situacionais: O contexto vai determinar o modo de falar das pessoas.

Sociais: Refere-se às mudanças linguísticas de um grupo social para outro.

Históricas: Dizem respeito às mudanças que ocorrem na língua historicamente.

Etárias: A faixa de idade do usuário determina o uso da variante.

Profissionais: Algumas funções profissionais criam um vocabulário específico.

 

Níveis: São os planos em que as variantes da língua se manifestam. 

Fônico: Diz respeito ao modo de se pronunciar certas palavras.

Ex. pobrema, indentidade, falano etc. 

Morfológico: É a maneira de flexionar certas palavras.

Ex. teje, interviu, seje, menos, cidadões etc. 

Sintático: Refere-se à relação entre as palavras na frase.

Ex. Eu vi ele.

Nós pegamo os livro.

Assisti o jogo ontem.

Nós pegamo os peixe. Assisti o jogo ontem. 

Léxico: Nome do conjunto de palavras da língua. 

Semântica: Estuda os significados das palavras.

Sociolinguística Os Níveis de Fala. Dino Preti. 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa


segunda-feira, 1 de julho de 2024

A Harmonia Textual

 

https://hierogames.home.blog 


Na postagem de 13 de junho último, fizemos uma reflexão sobre os Elementos Coesivos mais recorrentes e, hoje, relacionamos mais alguns deles que irão tornar o seu texto mais harmônico e, por isso, mais bonito, por isso mais elegante e significativo. 

Vamos a eles: 

1. Epítetos

    Ex. Glauber Rocha fez filmes memoráveis. Pena que o cineasta mais famoso do cinema brasileiro tenha morrido tão cedo. 

2. Nominalizações       

    Ex. Eles foram testemunhar sobre o caso. O juiz disse, porém, que tal testemunho não era válido por serem parentes do assassino. 

3. Palavras sinônimas ou quase-sinônimas

    Ex. Os quadros de Van Gogh não tinham nenhum valor em sua época.

           Houve telas que serviram de porta de galinheiro. 

4. Termo-síntese

    Ex. O país é cheio de entraves burocráticos. É preciso preencher um sem-número de  apéis. Depois, pagar uma infinidade de taxas. Todas essas limitações acabam prejudicando o importador. 

5. Pronomes

    Ex. Vitaminas fazem bem à saúde. Mas não devemos tomá-las ao acaso.

          O colégio é um dos melhores da cidade. Seus dirigentes se preocupam muito com a educação integral.

          Eduardo Suplicy tem um discurso convincente. Ele já foi eleito seis vezes.

          Há uma grande diferença entre Paulo e Maurício. Este guarda rancor de todos, enquanto aquele tende a perdoar.               

6. Numerais

    Ex. Não se pode dizer que toda a turma esteja mal preparada. Um terço pelo menos parece estar dominando o assunto.

          Recebemos dois telegramas. O primeiro confirmava a sua chegada; o segundo dizia justamente o contrario. 

7. Advérbios pronominais

    Ex. Não podíamos deixar de ir ao Louvre. está uma obra-prima: a “Mona Lisa”. 

8. Elipse

    Ex. O ministro foi o primeiro a chegar. (Ele) Abriu a sessão às oito em ponto e (ele) fez então seu discurso emocionante. 

9. Repetição do nome próprio ou parte dele

      Ex. Lygia Fagundes Telles é uma das principais escritoras brasileiras da atualidade.  

            Lygia é autora de “Antes do baile verde”, um dos melhores livros de contos de nossa literatura. 

10. Metonímia

      Ex. O governo tem-se preocupado com os índices de inflação. O Planalto diz que não aceita qualquer remarcação de preço. 

11. Associação

      Ex. São Paulo é sempre vítima das enchentes de verão. Os alagamentos prejudicam o trânsito, provocando engarrafamentos de até 200 quilômetros.        

12. Paralelismo

      Ex. Ele estava não só atrasado para o concerto, mas também preocupado com a fila que iria enfrentar.

            Estamos questionando tanto seu modo de ver os problemas quanto sua forma de solucioná-los. 

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa