sexta-feira, 4 de maio de 2018

ENEM 2018 / Tema 2


   
 A favor da vida

De um lado, representantes da ala conservadora da sociedade rechaçando um debate mais amplo sobre o tema; de outro, ativistas sociais defendendo uma discussão que envolva setores de todo o País. Ao que parece, a sociedade ainda não percebeu a importância de se colocar a legalização do aborto na pauta das discussões urgentes do Brasil.

É fundamental ressaltar, primeiro, que qualquer pessoa é a favor da vida. No entanto, números estatísticos registram que o aborto ocorre em grande escala no Brasil. Fechar os olhos a essa situação representa uma irresponsabilidade social.

Em se tratando do aborto clandestino, é importante ressaltar que ele atinge principalmente pessoas mais simples da sociedade.  Mulheres, inclusive menores de idade, são levadas a tomar essa atitude por não encontrarem alternativas. Ignorar esse fato representa, mais que negligência, um ato desumano.

Fora as autorizações previstas pela justiça, – gestação resultante de estupro, risco de morte à mulher e fetos anencéfalos – a legalização do aborto nos leva a outra questão:  esse ato representa uma negação do direito à vida.

Melhor fariam os representantes políticos do País, se assumissem a saúde como um dos setores essenciais de investimentos. Aparelhando os hospitais com psicólogos e médicos especialistas na área. Implantando a saúde comunitária nos bairros menos favorecidos. Ou seja, assegurando a saúde como um direito à sobrevivência da pessoa humana.

Paulo Jorge de Jesus. Jun/2015

sexta-feira, 27 de abril de 2018

ENEM 2018 / Tema 1



Doar para não morrer

Filas não representam nenhuma novidade para nós brasileiros, entretanto existe um caso de espera que causa grande preocupação aos setores médicos e sociais. A doação de órgãos em nosso País se encontra em baixo nível, diferentemente da procura que continua com altos índices nas estatísticas, e isso precisa mudar o mais rápido possível.
  
Um dos fatores que contribuem para esse baixo índice se deve ao aspecto religioso. Muitas pessoas se negam a praticar a doação, porque defendem a ideia de que o corpo humano deve continuar inviolável inclusive após a morte. Antes de representar uma convicção religiosa, esse pensamento sugere puro egoísmo.

É preciso, no entanto, chamar a atenção da sociedade brasileira que a doação de órgãos salva muitas vidas. Crianças e velhos, homens e mulheres que sofreram algum tipo de doença ou acidente, com a doação de órgãos, veem chances de continuarem vivos. E estar vivo é o primeiro direito de qualquer pessoa.

Além disso, esse ato representa um gesto humanitário de valor imensurável e diz respeito a todos nós. As pessoas precisam entender que talvez venham algum dia necessitar de algum transplante. Podem então imaginar, agora, o valor dessa ação humana.

O ministério e as secretarias de saúde devem promover campanhas para doação em todas as mídias, nos outdoors e nas redes sociais. As escolas devem discutir com seus alunos essa situação, para que eles possam multiplicar a ideia com sua família, amigos e comunidade.  As empresas podem, também, contribuir para ampliar a doação de órgãos estimulando a reflexão entre seus clientes e empregados. Quem sabe, então, possamos mudar a atual cena brasileira no que se refere à doação de órgãos.

Paulo Jorge de Jesus. Jun/2015