sábado, 9 de junho de 2018

O Esporte e a Sociedade Brasileira


Durante a ditadura militar brasileira, o futebol foi utilizado como instrumento de propaganda política. Após transformações político-sociais no país, a função do esporte foi modificada. Entretanto, ainda assim, há situações em que é praticado de forma errônea, tornando necessária a tomada de medidas.

É perceptível a importância do esporte na vida da população. Ao praticar exercícios físicos, além de emagrecer, previnem-se diversas doenças, tais como as cardíacas, o colesterol, a depressão, o diabetes, entre outras. Já no âmbito coletivo, a atividade esportiva serve de inclusão social, uma vez que é um meio de entretenimento no qual vínculos de amizades são criados. Além disso, como é simbolizado na bandeira olímpica, o esporte também é responsável por unir povos de culturas distintas.

Apesar disso, existem casos em que a violência, o preconceito e a intolerância fazem-se presentes, divergindo de seu objetivo principal. Em Barcelona, durante uma partida de futebol, o jogador Daniel Alves foi alvo de racismo quando jogaram uma banana no campo. Logo, visto que tal postura é inaceitável, nota-se que ainda há impasses a serem resolvidos.

Diante disso, a fim de preservar a importância esportiva de integração, é preciso que haja uma mudança de postura na sociedade. De acordo com Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Assim sendo, o MEC deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam o combate à discriminação em meio às praticas esportivas. Ademais, é necessário fazer uso da capacidade de disseminação informativa da mídia para incentivar a população a se envolver com os esportes com o fito de garantir a saúde e a inclusão geral.

                                                                   https://www.projetoredacao.com.br/
                                         Acesso em: 8 de junho de 2018, às 19h53

sábado, 26 de maio de 2018

ENEM 2018 / Tema 3



Mais uma lição de Pitágoras

Impunidade. Esse é o sentimento que leva grande parte dos brasileiros a defender a redução da maioridade penal para 16 anos. O estado de violência no qual estamos inseridos, somado à frequente associação de menores aos atos de violência expostos pela mídia, gera um desejo de vingança, que se consuma com a prisão desses transgressores das regras morais que regem a sociedade. Entretanto, estudiosos e entidades internacionais condenam essa proposta, alegando que não reduz a criminalidade. Devemos, então, analisar os dois extremos para resolver esse impasse e encontrar a melhor forma de mostrar que diminuir a maioridade não é o caminho mais interessante.

Em primeiro lugar, é importante considerar os principais pontos levantados por quem é favorável a esse projeto de lei. É relevante entender isso, pois grande parte da população tem se mostrado simpática à proposta. Esse grupo aponta que em vários países do mundo a idade para ser julgado como adulto é inferior à do Brasil. Além disso, destaca que, se um jovem de 16 anos é consciente para votar, também o é para responder criminalmente por seus atos, principalmente aqueles cometidos contra a vida. Os defensores da redução, porém, se esquecem de alguns dados importantes nessa discussão, levantados por quem é contrário ao projeto.

Quem discorda da ideia, então, rebate esses argumentos se baseando em estatísticas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e da Unesco, provando, respectivamente, que o sistema prisional é ineficiente – possui índice de reincidência de 70% – e não reduz a violência, pois nenhum país teve queda nas taxas de criminalidade depois de reduzir a maioridade. Além disso, ainda segundo o CNJ, menos de 10% das infrações cometidas por menores são atentados à vida – os mais apontados pelos defensores. Destaca-se, também, que o cidadão brasileiro é responsabilizado penalmente a partir dos 12 anos e que aos 16 o voto é facultativo, não sendo critério definidor de “consciência plena”. Apontam, ainda, a tendência de se elevar a maioridade em vários países no mundo, inclusive em alguns pontos dos EUA. Tais dados confirmam a necessidade de manutenção da atual lei e a inconsistência dos argumentos dos favoráveis à mudança.

Torna-se claro, portanto, que a redução não é a solução mais adequada e que, a fim de resolver os problemas e extinguir de vez essa possibilidade, algo precisa ser feito a curto prazo. Quanto à questão emergencial, é importante que as autoridades responsáveis façam valer as medidas presentes no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que preveem, inclusive, a privação de liberdade, mas visam à reeducação social desses infratores. A escola também tem papel fundamental na formação de cidadãos que respeitem os valores de sua sociedade. Por isso, o governo deve observar os ensinamentos de Pitágoras e “educar as crianças para que não precisemos punir os adultos”. Assim, poderemos vislumbrar um futuro mais esperançoso e seguro para todos.

Acesso em: 26 de maio de 2018, às 15h23.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

ENEM 2018 / Tema 2


   
 A favor da vida

De um lado, representantes da ala conservadora da sociedade rechaçando um debate mais amplo sobre o tema; de outro, ativistas sociais defendendo uma discussão que envolva setores de todo o País. Ao que parece, a sociedade ainda não percebeu a importância de se colocar a legalização do aborto na pauta das discussões urgentes do Brasil.

É fundamental ressaltar, primeiro, que qualquer pessoa é a favor da vida. No entanto, números estatísticos registram que o aborto ocorre em grande escala no Brasil. Fechar os olhos a essa situação representa uma irresponsabilidade social.

Em se tratando do aborto clandestino, é importante ressaltar que ele atinge principalmente pessoas mais simples da sociedade.  Mulheres, inclusive menores de idade, são levadas a tomar essa atitude por não encontrarem alternativas. Ignorar esse fato representa, mais que negligência, um ato desumano.

Fora as autorizações previstas pela justiça, – gestação resultante de estupro, risco de morte à mulher e fetos anencéfalos – a legalização do aborto nos leva a outra questão:  esse ato representa uma negação do direito à vida.

Melhor fariam os representantes políticos do País, se assumissem a saúde como um dos setores essenciais de investimentos. Aparelhando os hospitais com psicólogos e médicos especialistas na área. Implantando a saúde comunitária nos bairros menos favorecidos. Ou seja, assegurando a saúde como um direito à sobrevivência da pessoa humana.

Paulo Jorge de Jesus. Jun/2015