segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Análise Redação Nota 1.000 / ENEM 2025

 
https://www.instagram.com/


INTRODUÇÃO 

(sem título)  

 

Em “O Karaíba”, o autor indígena Daniel Munduruku traz narrativas dos povos originários no Brasil pré-cabralino. Nessa obra, ele retrata elementos característicos das culturas e dos costumes das comunidades tradicionais, como o respeito aos mais velhos e à sua sabedoria. (TEMA) Nesse contexto, é nítido que a perspectiva dos personagens do livro não reflete a forma como a sociedade brasileira enxergou o envelhecimento ao longo do tempo, tampouco as tendências mais modernas disso. (TESE & ARGUMENTOS)

 

DESENVOLVIMENTO

 

Historicamente, no Brasil, envelhecer é um privilégio, não um direito. (ARG. 1)  (INTRODUÇÃO)  Isso é evidenciado por estratégias de manutenção da ordem social implementadas pelas elites, como a promulgação da Lei do Sexagenário — uma das leis pré-abolicionistas, que libertava escravizados maiores de sessenta anos. Ao contrário do senso comum, que vê essa medida como uma conquista para eles, a historiografia entende que essa medida não tinha intenções reais de oferecer liberdade a essas pessoas, pois suas expectativas de vida eram baixíssimas. (DESENVOLVIMENTO EM DOIS PERÍODOS) Nesse cenário, portanto, envelhecer não era uma oportunidade para todos os brasileiros, mas um privilégio de alguns. (CONCLUSÃO)

 

Por outro lado, correntes contemporâneas de pensamento colocam os idosos e o envelhecimento em outras posições: de enfrentamento ao etarismo, de atividade física e econômica e de engajamento político e social. (ARG. 2) (INTRODUÇÃO) Um exemplo disso é o filme estrelado por Fernanda Montenegro, em 2025, “Vitória”, em que a atriz interpreta uma senhora em uma comunidade periférica no Rio de Janeiro e expõe suas denúncias contra a violência e o tráfico onde vive. (DESENVOLVIMENTO) Sob essa óptica, a figura do idoso deixa um espaço de fragilidade e impotência e passa a assumir protagonismo de sua própria vida. (CONCLUSÃO) 

CONCLUSÃO 

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

 

Dessa forma, tendo em vista as múltiplas perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira, é necessário que o Ministério da Educação (QUEM), por meio de iniciativas de capacitação e autonomia para idosos (MEIO) — como o “projeto envelhecer” do Cin-UFPE, que os ensina a conviver no ambiente digital (DETALHAMENTO) — atue na formação dessas pessoas (QUE) para que resgatem sua independência bem. (PARA QUE)

Caio Braga, 18, de Recife (PE)

Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

Nenhum comentário:

Postar um comentário