INTRODUÇÃO
(sem título)
Em “O Karaíba”, o
autor indígena Daniel Munduruku traz narrativas dos povos originários no Brasil
pré-cabralino. Nessa obra, ele retrata elementos característicos das culturas e dos costumes das
comunidades tradicionais, como o respeito aos
mais velhos e à sua sabedoria. (TEMA)
Nesse contexto, é nítido que a perspectiva dos personagens do
livro não reflete a forma como a sociedade brasileira
enxergou o envelhecimento ao longo do tempo, tampouco as tendências
mais modernas disso. (TESE &
ARGUMENTOS)
DESENVOLVIMENTO
Historicamente, no
Brasil, envelhecer é um privilégio, não um direito. (ARG. 1) (INTRODUÇÃO) Isso é evidenciado por estratégias
de manutenção da ordem social implementadas pelas elites, como a promulgação da
Lei do Sexagenário — uma das leis pré-abolicionistas, que libertava
escravizados maiores de sessenta anos. Ao contrário do senso comum, que vê essa medida como uma conquista
para eles, a historiografia entende que essa medida não tinha
intenções reais de oferecer liberdade a essas pessoas, pois suas expectativas
de vida eram baixíssimas. (DESENVOLVIMENTO EM DOIS
PERÍODOS) Nesse
cenário, portanto, envelhecer não era uma oportunidade para
todos os brasileiros, mas um privilégio de alguns. (CONCLUSÃO)
Por outro lado, correntes contemporâneas de pensamento colocam os idosos e o envelhecimento em outras posições: de enfrentamento ao etarismo, de atividade física e econômica e de engajamento político e social. (ARG. 2) (INTRODUÇÃO) Um exemplo disso é o filme estrelado por Fernanda Montenegro, em 2025, “Vitória”, em que a atriz interpreta uma senhora em uma comunidade periférica no Rio de Janeiro e expõe suas denúncias contra a violência e o tráfico onde vive. (DESENVOLVIMENTO) Sob essa óptica, a figura do idoso deixa um espaço de fragilidade e impotência e passa a assumir protagonismo de sua própria vida. (CONCLUSÃO)
CONCLUSÃO
PROPOSTA
DE INTERVENÇÃO
Dessa forma, tendo em vista
as múltiplas perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira, é
necessário que o Ministério da Educação (QUEM),
por meio de iniciativas de capacitação e
autonomia para idosos (MEIO) — como o “projeto envelhecer” do Cin-UFPE, que os ensina a conviver no
ambiente digital (DETALHAMENTO) —
atue na formação dessas pessoas (QUE) para que resgatem sua
independência bem. (PARA QUE)
Caio Braga, 18, de
Recife (PE)
Paulo Jorge de Jesus
Professor Especialista em Língua Portuguesa

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